domingo, 14 de novembro de 2010

Mosaico do rio.


Peças pequenas embutidas formam um desenho, um mosaico. A palavra grega é a mesma que deu a origem a música que, por sua vez, significa próprio das musas.

Desdenhou as peças. Qualquer coisa junta poder ser musiva – findou.

Como a chuva pode ser tão linda... Cada peça, cada musa, cada pingo, cada um com sua particularidade, vive uma epopéia até o derradeiro momento de sua precipitação. – refletiu, dando uma baforada num cigarro de maconha.

Pluft! Eis que a morena de cabelos negros, ondulados e longos mergulha nua. As ondas formadas de maneira sublime, de certo, em total harmonia, são constantes e eqüidistantes. Uma depois da outra. Uma mais bonita que a outra.

Chocam-se, mas não se separam. Pelo contrário. Arranjam-se de tal maneira que algo maior e mais belo é criado.

Porém, infindáveis são. Já não há mais espaço pra todas. Antes musas, agora plebéia. Uma só.

Pensou tanto que o seu silêncio foi delirante.

Um comentário:

  1. igual ao pingos que colidem e não se repelem, ao contrário: se unem.



    troppo bello!

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