quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vai trabalhar, vagabundo.

Ainda é manhã. Mesmo com a boca seca, com sede e uma leve dor de cabeça, devido a boemia desenfreada do dia anterior, havia tempos que não acordava tão bem disposto, quanto tão cedo. Abro a porta, mas não saio. Imagino que a alma caridosa, a senhora do quatrocentos e um, depois de sua caminhada matinal, fortuitamente, pôs o jornal no tapete da minha porta.

Espremi as laranjas, parti o mamão tirando-lhe as sementes com todo cuidado. Torrei o pão e fritei os ovos, mexidos... Comi, empanturrei-me!

Acendi um cigarro. Sentia o seu aroma. Aspirava fundo sua fumaça, saboreando-a na boca e soltando-a pelo nariz. Li o jornal de cabo a rabo. Demorei umas duas horas.

Dei uma bela cagada. Tomei banho, escovei os dentes.

Fui pra rua ainda melhor do que havia acordado.

Trotando pela calçada, pensava, então, que eu tinha muito afazeres...




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