Hoje, depois de muito adormecido, acordei com certa volúpia de prazer. Estive doente. Certamente, sei que não estou totalmente curado. Não me cuido, nunca me cuidei. Estimo muito os dentistas. O agudo gemido da broca não me atormenta mais que o simples fato de não me tratar. Se não me trato é por maldade. Pura maldade. Não engano a mim mesmo, reconheço-me melhor do que ninguém. Sofro do dente e tanto melhor quando o mal piora. É patológico.
Cretino! – não apaguei. Em principio seria uma interlocução machadiana, quanta presunção. Tendo ávidos leitores, a ironia é o que sobra. - Voltemos...
De si mesmo. Pois bem, falei então de mim mesmo.
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