quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Hoje, depois de muito adormecido, acordei com certa volúpia de prazer. Estive doente. Certamente, sei que não estou totalmente curado. Não me cuido, nunca me cuidei. Estimo muito os dentistas. O agudo gemido da broca não me atormenta mais que o simples fato de não me tratar. Se não me trato é por maldade. Pura maldade. Não engano a mim mesmo, reconheço-me melhor do que ninguém. Sofro do dente e tanto melhor quando o mal piora. É patológico.

Cretino! – não apaguei. Em principio seria uma interlocução machadiana, quanta presunção. Tendo ávidos leitores, a ironia é o que sobra. - Voltemos...

Do que um homem honesto pode falar com mais prazer?
De si mesmo. Pois bem, falei então de mim mesmo.

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