quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Alabama song

Gotas esparsas abriram a noite. Como não deveria ser, é inevitável. Estamos a mercê do tempo. Posteriormente, aprendi a gostar delas...


Caixas de som amontoavam-se ante a animosidade da platéia. As cores que, naquele momento nada representavam a sustentabilidade, piscavam. O verde, o vermelho, o azul e o amarelo dançavam conforme o barulho. Já inebriado, fui entorpecer meus sentidos. Tudo fica mais palatável e digerível desta forma. Lucas e a reverberação nunca tiveram tantos problemas.


A falta de espaço, diminuída ainda mais pela dança, ao mesmo tempo, sexy, espalhafatosa e vulgar, não o deixava correr pro bar mais próximo. Show me the way to the next whisky bar, Oh, don't ask why, Oh, don't ask why. Sussurrava Jim Morrison.


Estava completamente perdido. Mas não estava só. A reciprocidade começava ali, compartilhando o estranhamento.


Resmungou, a priori, qualquer coisa estúpida, antes de jorrar sua indignação quanto, quanto... Estava bem pertinho do bar, foi pegar a bendita cerveja.


Duas latinhas eram-lhes suficiente. Eram-lhe, no singular. Qualquer coisa estúpida fez desaparecer qualquer reciprocidade. A trilha sonora de uma epopéia circense não me parecia mais propicia.






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